Mostrando postagens com marcador Politica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Politica. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de agosto de 2014

Comunismo


     O Comunismo é um sistema econômico que nega a propriedade privada dos meios de produção. Além disso, preconiza o fim da luta de classes e a construção de um regime político e econômico que possibilite o estabelecimento da igualdade e da justiça social entre os homens. Num sistema comunista os meios de produção são socializados, ou seja, a produção da sociedade é propriedade da mesma.


     Os filósofos alemães Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) são apontados como os precursores das formulações teóricas e doutrinárias do comunismo. Uma de suas principais obras fundadoras desta corrente política é “O Manifesto do Partido Comunista” .

     Historicamente, porém, as concepções e ideais de uma sociedade comunista remontam ao período da Antigüidade clássica, a partir do pensamento do filósofo grego Platão (428 ou 427 a.C.). Em um de seus livros mais importantes, intitulado “A República”, Platão concebe um modelo ideal de sociedade a partir da supressão da propriedade privada e da família.

     De acordo com Platão, o fim da propriedade privada levaria ao fim do conflito entre o Estado (concebido como a manifestação do interesse público) e cada cidadão em particular (concebidos como a manifestação dos interesses privados). A abolição do núcleo familiar, por sua vez, teria como resposta uma maior devoção ao bem público. Nos séculos seguintes (que abrangem os períodos da Idade Média e Moderna), a ideologia comunista sofreu constantes reformulações.

     Marx e Engels defendiam a abolição da propriedade privada, e a consequente orientação da economia de forma planeada, embora algumas vertentes do socialismo e do comunismo, chamadas de anarquistas, defendam um socialismo baseado na abolição do estado.

     

     A palavra comunismo apareceu pela primeira vez na imprensa em 1827, quando Robert Owen se referiu a socialistas e comunistas. Robert Owen foi o primeiro autor a considerar que o valor de uma mercadoria deve ser medido pelo trabalho a ela incorporado, e não pelo valor em dinheiro que lhe é atribuído. Segundo ele, os comunistas e socialistasconsideravam o capital comum mais benéfico do que o capital privado. Owen atacou violentamente o sistema de concorrência capitalista, e propôs a criação de comunidades cooperativas como alternativa. As palavras socialismo e comunismo, criadas por ele, foram usadas como sinônimos durante todo o século XIX.

     Do ponto de vista político e econômico, o comunismo seria a etapa final de um sistema que visa à igualdade social e à passagem do poder político e econômico para as mãos da classe trabalhadora. Para atingir este estágio, dever-se-ia passar pelo socialismo, uma fase de transição onde o poder estaria nas mãos de uma ditadura, que organizaria a sociedade rumo à igualdade plena, onde os trabalhadores seriam os dirigentes e o Estado não existiria.

Socialismo



     O socialismo refere-se a um modo de organização social criado no século XIX em oposição ao liberalismo e ao capitalismo. Naquela época, a realidade existente era a do trabalhador submisso, baixos salários e longas jornadas. Então, o socialismo propõe o extermínio da propriedade privada dos meios de produção, a tomada do poder por parte do proletariado, controle do Estado e divisão igualitária da renda, ou seja, proporcionar a todos um modo de vida mais justo.


     Apesar de terem sido originadas no século XIX, somente no século XX entraram em vigor. O primeiro país a implantar esse regime político foi a Rússia, a partir de 1917, quando ocorreu a Revolução Russa, momento em que o governo monarquista foi retirado do poder e instaurado o socialismo. Após a Segunda Guerra Mundial, esse regime foi introduzido em países do leste europeu, nesse mesmo momento outras nações aderiram ao socialismo em diferentes lugares do mundo, a China, Cuba, alguns países africanos e outros do sudeste asiático.

     No século XX, a idéia de socialismo proposta por Marx(um dos principais filósofos do movimento) ganhou força política. Todavia, em vários países do mundo onde isso ocorreu, houve divergências sobre a melhor forma de transformar o socialismo em realidade. Lênin, um dos líderes socialistas russos, sugeriu, a partir de 1917, uma revolução radical, que estabeleceria a “ditadura do proletariado”. Por outro lado, houve socialistas que discordavam de Lênin, pois queriam mudanças menos drásticas e defendiam outros modelos socialistas, como a social-democracia e até o nacional-socialismo, isto é, o nazismo.

     Assim, desde a Revolução Russa, em 1917, socialismo e comunismo passaram a representar duas coisas bem diferentes. O socialismo constituiu-se numa doutrina menos radical do que o comunismo, propondo uma reforma gradual da sociedade capitalista, de modo a chegar a um modelo em que exista equilíbrio entre o valor do capital e o do trabalho, para reduzir a distância entre ricos e pobres. O comunismo, ao contrário, defende o fim da ordem capitalista, através de uma revolução armada, almejando o fim da burguesia.



  • Nessa definição são inclusas muitas correntes ideológicas, como:
  • Socialismo Utópico
  • Social-democracia
  • Socialismo científico
  • Comunismo
  • Anarquismo

Capitalismo





     Já no século XV, o comércio era a principal atividade econômica na Europa. Assim, nesse período, ocapitalismo (mercantil ou comercial) estruturava-se definitivamente a partir da necessidade e do interesse dos países europeus ou algumas cidades européias em aumentar seu mercado para além dos limites nacionais e continentais.

     A ampliação do comércio internacional consolidou o sistema capitalista dentro de uma sociedade de classes, na qual, de um lado, surgia e se fortalecia uma burguesia mercantil que, em aliança com os reis, detinha o poder e a riqueza (capital), e, de outro lado, o proletariado que, separado do capital e de seus meios de produção, tinha a oferecer sua força de trabalho em troca de salário.

     O capitalismo se formou a partir da decadência do feudalismo; a servidão da gleba (obrigações feudais dos servos) foi substituída pelotrabalho assalariado, e a primazia dos senhores feudais coube então à burguesia mercantil e ao rei.

     Foram dois séculos de amadurecimento até a Revolução Industrial (1750). As inovações técnicas (maquino- faturas) aliadas às riquezas provenientes das áreas colonizadas acabaram por promover um acúmulo de capital e uma crescente expansão da economia.

     Surgiu, assim, a necessidade de garantir o fornecimento de matérias-primas, dominar os mercados consumidores e aplicar o capital de maneira segura, aumentando a capacidade de produzir e, conseqüentemente, os lucros. A riqueza provinha, então, da capacidade de produzir mercadorias e não mais do comércio.

     Assim, o capitalismo industrial provocou a disputa pelas áreas fornecedoras de matérias-primas, pelos mercados compradores e pelos locais de investimentos seguros, levando as grandes potências dos séculos XIX e XX (Inglaterra, França, Bélgica, Japão, EUA e tardiamente Itália e Alemanha) a competir pela dominação política e econômica do mundo (neocolonialismo) e pela partilha dos territórios asiáticos e africanos, de acordo com seus próprios interesses.

     O resultado da competição foi o imperialismo expresso pelo domínio econômico de uma nação sobre outra, na tentativa de manter o abastecimento de matérias-primas e os mercados consumidores, o que teve como conseqüências o militarismo, o nacionalismo, o racismo e a hierarquização das nações.

     A partir da Segunda Guerra Mundial, com as potências européias enfraquecidas e em crise, surgem os EUA como grandes investidores externos, graças ao acúmulo de capital e a seu crescente poder político-militar. O capitalismo entra em uma nova fase, financeira ou monopolista, com a expansão de grandes empresas (corporações multinacionais, hoje chamadas transnacionais), o incessante acúmulo de capitais em escala mundial, o monopólio e a internacionalização da produção, passando a ter como características marcantes:

  • aplicação dos principais investimentos na indústria e nos recursos naturais; 
  • distribuição da produção e dos lucros; 
  • nova divisão internacional do trabalho. 
  • propriedade privada ou particular dos meios de produção; 
  • trabalho assalariado; 
  • livre concorrência e livre iniciativa (economia de mercado); 
  • lucro como objetivo; 
  • presença de duas classes sociais: burguesia e proletariado.

domingo, 17 de agosto de 2014

Entenda o conflito entre Israel e Palestina



O que está acontecendo na Palestina e em Israel?

Já faz muitos anos que eles estão em conflito por causa da Faixa de Gaza, um território que fica entre o Egito e Israel. Pelo menos des
de o começo do século 20, quando a ideia de criar um estado judeu no Oriente Médio começou a ser colocada em prática. Dessa vez, a violência aumentou em 10 de junho, por causa do sequestro e assassinato de três estudantes que moravam em um assentamento israelense na Cisjordânia.

E quem fez isso?


Olha, essa questão é complicada. Israel afirma que foi o Hamas, um grupo islâmico que governa uma parte dos territórios palestinos. Mas o grupo não assumiu a autoria do crime. O site Vox (em inglês) publicou uma reportagem mostrando que ainda não há provas de que o Hamas matou os rapazes.

E é por isso que eles entraram em guerra?

Sim. Em retaliação a esse sequestro e assassinato, Israel tem lançado foguetes na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alega que está atacando bases de treinamento e alvos do Hamas. Mas o fato é que pessoas comuns, os chamados “civis” também estão sendo atingidos e morrendo. Em retaliação, o Hamas também tem lançado foguetes para atingir Israel.

O que é o Hamas?

É um partido político fundamentalista, que divide o governo dos territórios palestinos da Faixa de Gaza e Cisjordânia com outro partido, mais moderado, o Fatah. O Hamas é ligado a um grupo que existe em vários países, a Irmandade Muçulmana. Esse grupo já governou o Egito, por exemplo.

A Palestina é um país?

Não. A Palestina hoje é o agregado desses dois territórios, Gaza e Cisjordânia, e ela fica praticamente dentro de Israel. Os palestinos reivindicam que exista um país para eles, mas as correntes políticas conservadoras de Israel não gostam da ideia porque consideram que todo esse território deveria pertencer ao país judeu.

O que o Brasil tem a ver com a história? Vi que teve uma briga…

O que aconteceu foi o seguinte: o Brasil publicou uma declaração condenando Israel por “uso desproporcional da força” contra os palestinos e chamando de volta o nosso embaixador em Jerusalém. Chamar o embaixador de volta, no meio da diplomacia, tem um significado muito sério. Quer dizer que o Brasil está ameaçando romper as relações diplomáticas com Israel por causa desse conflito.

O pessoal de Israel xingou o Brasil, né?

Mais ou menos. Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, disse que o Brasil ignora o direito do país judeu de se defender ao fazer o que fez. E chamou nosso país de “anão diplomático”. Ele ainda disse que “desproporcional” é perder de 7 a 1, numa referência à derrota do Brasil na Copa de 2014.

A religião tem alguma coisa a ver?

Tem a ver, mas não é a única explicação. Segundo o Vox (clique para ler), o motivo principal do conflito é o controle do território e a definição das fronteiras entre o que é de Israel e o que é da Palestina. É claro que isso entra no aspecto religioso. Por exemplo, a cidade de Jerusalém, um dos alvos da disputa, é sagrada tanto para os judeus, quanto para os muçulmanos.*

Mas ai, quem está certo?

Você vai me desculpar, mas eu não vou responder a essa pergunta. O que temos são os fatos: tem morrido muito mais gente na Palestina do que em Israel nessa guerra. A BBC diz que foram mais de mil Palestinos desde o dia 8 de julho, contra 42 israelenses. Existem muitas discussões a respeito dessa desproporção de forças entre Israel e Palestina, mas isso cabe aos especialistas dizer.