sábado, 16 de agosto de 2014

O Assalto à Moncada em 1953


     Às 5h15 da manhã do dia 26 de julho de 1963 – carnaval em Santiago de Cuba é sempre no fim de julho – as portas dos galinheiros foram abertas e deixaram sair os automóveis. Começava o grande golpe.

     A idéia era nada menos que tomar o quartel de Moncada, através de sua porta número 3, invadir o paiol de armas e munições, distribuir fuzis pelas ruas para que a população se juntasse aos rebeldes e, claro, começar um movimento insurrecional que culminasse com a derrota do ditador de então, Fulgêncio Batista.

     Nada – ou quase nada – deu certo. Um grupo, liderado por Raúl Castro e integrado por dez homens, ocupou um prédio vizinho, o palácio da Justiça. Outro, liderado por Abel Santamaria e integrado por 21 homens, ocupou o hospital militar – outro prédio vizinho, de cujo quintal e das janelas pensava-se dar cobertura ao terceiro grupo. Finalmente, este grupo era comandado pelo líder máximo de todo o golpe, um jovem e fogoso advogado chamado Fidel Castro. Justamente com esse grupo começou o desastre.

     Para começar, seus 95 homens foram divididos em uma vanguarda de oito, comandada pelo próprio Fidel Castro, um segundo grupo de 45, armados com espingardas calibre 22 e a única metralhadora disponível, e os 42 restantes formariam a "reserva de combate" e tinham fuzis de calibre mais significativo.

     Ao aproximar-se da entrada do portão numero três, o Buick verde que levava Fidel Castro foi deitado por um jipe militar. Começou o tiroteio, e a partir daí foi tudo rápido demais para que alguém pudesse entender exatamente o que estava acontecendo: do palácio da Justiça e do hospital militar disparavam sobre o quartel, Fidel e seus oito homens se enfrentavam com os homens do jipe, e do que se supunha ser o paiol de armas e munições saíram soldados atarantados. O combate foi curto. Uma metralhadora calibre 30, colocada no meio do enorme gramado do quartel, varreu esperanças finais. Quando Fidel ordenou a retirada, percebeu que sua força de reserva estava perdida: haviam tomado ruas erradas. Para o fim das desgraças, os quatro homens que chegaram a entrar no paiol não encontraram nada além de 50 soldados que dormiam e tinham sido acordados com o tiroteio: como era carnaval, o paiol tinha sido transferido para outro lugar e ali dormiam soldados de folga que tinham estado na farra até poucas horas antes. 

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