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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Guerra do Chaco

Região do Chaco

      A Guerra do Chaco foi um conflito entre Paraguai e Bolívia, pela disputa da região do Chaco Boreal, entre 1932 e 1935. Essa região em questão, apresentava uma grande vantagem devido à descoberta de petróleo nas proximidades dos Andes, além de permitir uma outra importantíssima vantagem estratégica, no Chaco Boreal se localizava o rio Paraguai, a principal forma de acesso ao oceano Atlântico. 

     Anteriormente, a região do Chaco já pertencia à Bolívia, no antigo Vice-Reinado do Rio da Prata. Após perder também sua saída ao mar para o Chile, na Guerra do Pacífico, em 1879, não queria perder o petróleo na região dos Andes nem o controle do rio Paraguai. 

     As disputas resultaram em um conflito que provocou a morte de 60 mil bolivianos e 30 mil paraguaios, tendo como resultado a derrota dos bolivianos, que mesmo possuindo um exército bem maior em número, perdeu seu território.

Guerra do Vietnã



     
Soldados Norte-Americanos em campo de batalha no Vietnã


     
     Ocorreu entre os anos de 1959 e 1975 e é considerado o mais violento conflito da
segunda metade do século XX.


     Laos, Vietnã e Camboja faziam parte de uma região conhecida como Indochina. Estavam sobre o domínio francês e queriam a independência.

     Para entender melhor o conflito é preciso saber que durante a Segunda Guerra, o Japão invadiu e dominou esta região. Com o objetivo de combater os orientais, os vietnamitas, liderados por Ho Chi Minh (líder revolucionário), se reuniram e formaram a Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã (ligada ao partido comunista).

    Os primeiros conflitos ocorreram em 1941, ainda durante a Segunda Grande Guerra.
Quando esta terminou, começou o processo de descolonização, que originou uma luta entre tropas francesas e guerrilheiros do Viet Minh (Liga para a Independência do Vietnã).

       Derrotados, os franceses tiveram que aceitar a independência.

      Em 1954, a Conferência de Genebra (convocada para negociar a paz) reconheceu a Independência do Camboja, Laos e Vietnã.
     
      Outra medida tomada estabeleceu que o Vietnã ficaria dividido em:
- Vietnã do Norte: socialista governado por Ho Chin Minh
- Vietnã do Sul: capitalista governado por Ngo Dinh-Diem

      Essa divisão estaria valendo até as eleições para unificação do país, em 1956.

     Em 1955, Ngo Diem liderou um golpe militar tornando-se ditador. Diem cancelou as eleições, proclamou a Independência do Sul, brigou com os budistas, perseguiu nacionalistas e comunistas e seu governo foi marcado pela corrupção. Os americanos o apoiaram, porque estavam convencidos de que os nacionalistas e comunistas de Ho Chi Minh ganhariam as eleições e isso não era bom; pois se os comunistas ganhassem, acabariam influenciando outras nações a segui-los (“Teoria de Dominó”).

     Os EUA passaram a colaborar com o Vietnã do Sul enviando armas, dinheiro e conselheiros militares.
Tudo isso fez com que surgissem os movimentos de oposição: Frente Nacional de Libertação (apoiados pelo Vietnã do Norte) juntamente com o seu exército Vietcong.

     Apoiados pelos americanos e suas armas poderosas os sul-vietnamitas atacaram por 10 anos o norte.
Porém, depois que algumas embarcações americanas foram bombardeadas no Golfo de Tonquim, o presidente Lindon B. Johnson ordenou bombardeios de represália contra o Vietnã do Norte. Esse fato marcou a entrada dos EUA na guerra (1965).

     Em 1968, as tropas do norte e os vietcongs fizeram a chamada Ofensiva do Tet, ocupando inclusive a embaixada americana em Saigon. Isso fez com que os americanos sofressem sérias derrotas.

   A guerra continuava e os americanos não estavam muito felizes. Várias manifestações foram realizadas contra a participação dos EUA na guerra.
Em 1972, durante o governo do presidente Nixon, os EUA bombardearam a região de Laos e Camboja utilizando, inclusive, armas químicas, mas não adiantou, pois os guerrilheiros continuavam lutando.

     Eles (guerrilheiros) se saíram melhor, principalmente pelas vantagens geográficas, já que conheciam bem a região.
     
     Os americanos se retiraram do conflito em 1973; porém, a guerra só foi encerrada de fato em 30/04/1975, pois ainda havia alguns conflitos contra o norte.

     Em 1976, o Vietnã se reunificou e passou a se chamar República Socialista do Vietnã.

     A Guerra do Vietnã, como já foi dito no início deste texto, é considerado um dos conflitos mais violentos do século XX.

     Durante todo o desenrolar da guerra, os meios de comunicação do mundo inteiro divulgaram a violência e intensidade do conflito, além de falarem sobre o mau desempenho dos americanos, que investiram bilhões. Foi nesta guerra que os helicópteros foram usados pela primeira vez.

     Como em toda guerra, não existem vencedores, somente vítimas. Calcula-se que milhões de pessoas (civis e militares) morreram.

Os EUA na Primeira Guerra Mundial

     
     Em 1914, o estouro da Primeira Guerra Mundial determinou o consumo de uma tensão que se desenvolvia entre as nações da Europa desde o século XIX. Antes da guerra, os Estados Unidos defendiam a política de “portas abertas” como a melhor solução para a forte concorrência imperialista. Nesse âmbito, as autoridades do governo dos EUA acreditavam que todos os imperialistas tinham direitos iguais na exploração dos territórios afro-asiáticos.

     Apesar dessa premissa conciliadora, os países europeus preferiam a guerra como solução. Nesse novo contexto, os Estados Unidos passaram a lucrar à custa da Primeira Guerra Mundial. Em um curto espaço do tempo, as nações europeias necessitavam de enormes quantidades de alimentos e armas para o conflito. Mesmo que permanecendo neutro, por uma questão de interesse e afinidade, o governo norte-americano exportava seus produtos apenas às nações integrantes da Tríplice Entente.

     O comportamento solidário dos EUA logo se aprofundou, principalmente quando observamos o empréstimo de recursos financeiros para a guerra na Europa. Até esse momento, o conflito se transformava em um evento bastante lucrativo e benéfico para a economia norte-americana. No âmbito político, os Estados Unidos esperavam que a nação pudesse se fortalecer ainda mais ao possivelmente assumir a condição de intermediadora dos tratados de paz.

     Tais projeções mudariam de rumo no ano de 1917. Naquele ano, os russos abandonaram a Tríplice Entente com o desenvolvimento da Revolução Russa. Para as potências centrais, essa seria a oportunidade ideal para vencer o conflito. Não por acaso, os alemães puseram em ação um ousado plano de atacar as embarcações que fornecessem mantimentos e armas para a Inglaterra. Nesse contexto, navios norte-americanos foram alvejados pelos submarinos da Alemanha.

     Nesse momento a neutralidade norte-americana se tornava insustentável por duas razões fundamentais. Primeiramente, porque a perda das embarcações representava uma clara provocação que exigia uma resposta mais incisiva do governo americano. Além disso, a saída dos russos aumentava o risco da Tríplice Entente ser derrotada e, consequentemente, dos banqueiros estadunidenses não receberem as enormes quantidades de dinheiro emprestado aos países em guerra.

     No dia 6 de abril de 1917, os Estados Unidos declararam guerra contra os alemães e seus aliados. Um grande volume de soldados, tanques, navios e aviões de guerra foram utilizados para que a vitória da Entente fosse assegurada. Em pouco tempo, as tropas alemãs e austríacas foram derrotadas. Em novembro de 1918, o armistício de Compiègne acertou a retirada dos alemães e a rápida vitória da Tríplice Entente.

sábado, 6 de setembro de 2014

A Primeira Guerra Mundial



     A Primeira Guerra Mundial aconteceu entre os anos de 1914 e 1918, porém, tempos antes, principalmente entre os anos de 1870 e 1914, o mundo vivia uma grande euforia que era conhecida como Belle Epóque (Bela Época). Era um período em que se experimentava um grande progresso tanto no campo econômico quanto no tecnológico. Os países ricos viviam momentos de esperança, crentes de que iriam impor seus desejos aos países mais pobres. Porem, na verdade, todo esse clima de festa estava escondendo fortes tensões que viriam a deflagrar aquela que também ficou conhecida como a Grande Guerra ou Guerra das Guerras, um dos maiores acontecimentos da história mundial.

     Quanto mais os países europeus se industrializavam, maior ficava a disputa entre eles, que queriam dominar não apenas a Europa, mas modernizar sua economia se sobrepondo sobre as outras nações. Esse clima acirrado provocou uma forte tensão, pois os países industrializados disputavam os mercados consumidores mundiais e as matérias primas com todas as armas que lhes eram possíveis.
-Causas

      Com essa disputa acirrada pelo mercado mundial, foram surgindo os primeiros sinais de que uma grande guerra estaria vindo pela frente. O países da Europa começaram a investir em tecnologia de guerra, engrossando as fileiras do exército. Além disso, foi desenvolvido uma política que ficou conhecida como “política de alianças”. Foram assinados acordos militares que dividiram os países europeus em dois blocos, que mais tarde dariam início a primeira Guerra Mundial. A divisão colocava de um lado a Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro, que formavam a Tríplice Aliança, e do outro a Rússia, França e Inglaterra, compondo a Tríplice Entente.

      Não podemos esquecer do revanchismo que existia entre a França e a Alemanha, já que no final do século XIX durante a Guerra Franco-Prussiana o país havia perdido a região da Alsácia-Lorena para os Alemães, e agora desejavam poder retomar a região novamente.

     Uma das causas que provocou a guerra propriamente dita foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, enquanto fazia uma visita a Saravejo, região da Bósnia-Herzegovina. O criminoso era um jovem que pertencia a um grupo Sérvio (Mão Negra) que era contra a intervenção da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. Insatisfeito com as atitudes tomadas pela Sérvia contra o criminoso, o império austro-húngaro declarou guerra à Sérvia em 28 de julho de 1914.

-A Guerra

     Com a guerra tendo iniciado, alguns dos primeiros ataques aconteceram contra o continente africano e no oceano pacífico, onde haviam colônias e territórios ocupados pelos europeus. A África do Sul foi atacada pelas forças alemãs em 10 de agosto, pois as terras pertenciam ao império Britânico. A Nova Zelândia invadiu a Samoa, que pertencia a Alemanha, e a Força Naval e expedicionária Australiana desembarcou na ilha de New Pommem, que viria a se tornar futuramente a Nova Bretanha, que na época fazia parte da chamada Nova Guiné Alemã.

     Coube ao Japão invadir as colônias micronésias e o porto alemão que abastecia carvão, de Qingdao, na península chinesa de Shandog.

     Todos esses ataques fez com que em pouco tempo a Tríplice Entende tivesse dominado todos os territórios alemães no Pacífico.

     No ano de 1917 os Estados Unidos decidiram entrar na guerra. Eles se posicionaram ao lado da Tríplice Entente, já que tinham acordos comerciais milionários envolvidos com países como Inglaterra e França. Esta união foi crucial para a vitória da Entente, o que acabou forçando os países derrotados a assinarem a rendição.

     A partir de então foi feito o Tratado de Versalhes, que impôs aos derrotados fortes restrições, fazendo com que, por exemplo, a Alemanha reduzisse seu exército, que fosse mantido um controle sobre a indústria bélica do país, a devolução da região Alsácia-Lorena à França, além de ter que pagar os prejuízos da guerra aos países vencedores.


-As consequências da Primeira Guerra Mundial

  • Centenas de Famílias destruídas e crianças órfãs (Cerca de 10 milhões de mortos) 
  • Os EUA vieram a se tornar o país mais rico do mundo 
  • Fragmentação do império Austro-Húngaro 
  • Surgimento de alguns países (Iugoslávia) e desaparecimento de outros 
  • Divisão do império turco após 200 anos de decadência 
  • Aumento do desemprego na Europa 


A Guerra da Bósnia

     Na Bósnia-Herzegovina, onde os sérvios formavam 31% da população, houve uma guerra terrível entre 1992 e 1995. Os sérvios locais, comandados por ex-oficiais do exército iugoslavo, organizaram-se em poderosas milícias, equipadas com armamento fornecido pela Iugoslávia, e deram início a uma ação de "limpeza étnica", expulsando os moradores bósnios e também croatas (11% da população da Bósnia). As violências praticadas contra os bósnios foram particularmente atrozes, com dezenas de milhares de estupros e outros tantos fuzilamentos de civis.

                                                                                    
   PRINCIPAIS PONTOS DO ACORDO  
  • A Bósnia permaneceria um único país dentro das fronteiras atuais, mas dividido entre uma federação muçulmano-croata (com 51% do território) em uma república sérvia (com 49%).
  • Haveria um governo central, com presidente e Parlamento nacional. A moeda seria única.
  • Acusados de crimes de guerra ficariam de fora nas eleições de 1996.
  • Os refugiados, cerca de 2 milhões de pessoas, poderiam voltar para casa
  • Força internacional com 60.000 soldados supervisionaria o acordo.
  • Sarajevo não seria dividida.
  • Uma faixa de 5 quilômetros de largura - o Corredor de Posavina - ligaria áreas sérvias.
  • Um corredor ligaria o enclave muçulmano de Gorazde com a Federação Muçulmano-Croata.                                                                                                                                
     A ONU interveio na Bósnia com uma "força de paz" que se mostrou incapaz de conter as agressões dos sérvios. A OTAN enviou algumas tropas em 1995, mas sua atuação efetiva limitou-se à realização de alguns bombardeios aéreos contra alvos sérvios na Bósnia.

     O fator decisivo para pôr fim ao conflito foi o embargo comercial imposto pela Assembléia Geral da ONU à Iugoslávia desde 1992. O agravamento da crise econômica fez com que o presidente iugoslavo Milosevic interrompesse os fornecimentos aos sérvios da Bósnia. Estes, sentindo-se enfraquecidos, aceitaram negociações intermediadas pelo presidente norte-americano Bill Clinton. Finalmente, em dezembro de 1995, um acordo de paz assinado em Dayton, nos Estados Unidos, transformou a Bósnia-Herzegovina em um Estado estruturalmente semelhante à atual Iugoslávia: 51% do território formam uma Federação Muçulmano-Croata e os 49% restantes constituem a República Sérvia da Bósnia - ambas com enorme autonomia, embora teoricamente subordinadas ao governo federal.

domingo, 17 de agosto de 2014

Entenda o conflito entre Israel e Palestina



O que está acontecendo na Palestina e em Israel?

Já faz muitos anos que eles estão em conflito por causa da Faixa de Gaza, um território que fica entre o Egito e Israel. Pelo menos des
de o começo do século 20, quando a ideia de criar um estado judeu no Oriente Médio começou a ser colocada em prática. Dessa vez, a violência aumentou em 10 de junho, por causa do sequestro e assassinato de três estudantes que moravam em um assentamento israelense na Cisjordânia.

E quem fez isso?


Olha, essa questão é complicada. Israel afirma que foi o Hamas, um grupo islâmico que governa uma parte dos territórios palestinos. Mas o grupo não assumiu a autoria do crime. O site Vox (em inglês) publicou uma reportagem mostrando que ainda não há provas de que o Hamas matou os rapazes.

E é por isso que eles entraram em guerra?

Sim. Em retaliação a esse sequestro e assassinato, Israel tem lançado foguetes na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alega que está atacando bases de treinamento e alvos do Hamas. Mas o fato é que pessoas comuns, os chamados “civis” também estão sendo atingidos e morrendo. Em retaliação, o Hamas também tem lançado foguetes para atingir Israel.

O que é o Hamas?

É um partido político fundamentalista, que divide o governo dos territórios palestinos da Faixa de Gaza e Cisjordânia com outro partido, mais moderado, o Fatah. O Hamas é ligado a um grupo que existe em vários países, a Irmandade Muçulmana. Esse grupo já governou o Egito, por exemplo.

A Palestina é um país?

Não. A Palestina hoje é o agregado desses dois territórios, Gaza e Cisjordânia, e ela fica praticamente dentro de Israel. Os palestinos reivindicam que exista um país para eles, mas as correntes políticas conservadoras de Israel não gostam da ideia porque consideram que todo esse território deveria pertencer ao país judeu.

O que o Brasil tem a ver com a história? Vi que teve uma briga…

O que aconteceu foi o seguinte: o Brasil publicou uma declaração condenando Israel por “uso desproporcional da força” contra os palestinos e chamando de volta o nosso embaixador em Jerusalém. Chamar o embaixador de volta, no meio da diplomacia, tem um significado muito sério. Quer dizer que o Brasil está ameaçando romper as relações diplomáticas com Israel por causa desse conflito.

O pessoal de Israel xingou o Brasil, né?

Mais ou menos. Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, disse que o Brasil ignora o direito do país judeu de se defender ao fazer o que fez. E chamou nosso país de “anão diplomático”. Ele ainda disse que “desproporcional” é perder de 7 a 1, numa referência à derrota do Brasil na Copa de 2014.

A religião tem alguma coisa a ver?

Tem a ver, mas não é a única explicação. Segundo o Vox (clique para ler), o motivo principal do conflito é o controle do território e a definição das fronteiras entre o que é de Israel e o que é da Palestina. É claro que isso entra no aspecto religioso. Por exemplo, a cidade de Jerusalém, um dos alvos da disputa, é sagrada tanto para os judeus, quanto para os muçulmanos.*

Mas ai, quem está certo?

Você vai me desculpar, mas eu não vou responder a essa pergunta. O que temos são os fatos: tem morrido muito mais gente na Palestina do que em Israel nessa guerra. A BBC diz que foram mais de mil Palestinos desde o dia 8 de julho, contra 42 israelenses. Existem muitas discussões a respeito dessa desproporção de forças entre Israel e Palestina, mas isso cabe aos especialistas dizer.

Divisão da Coréia (Resumo)




     A história da divisão das duas Coreias remonta ao fim da Segunda Guerra Mundial. Desde 1910, o território era ocupado pelos japoneses, que se renderam após a explosão das bombas atômicas. Com a derrota, a Coreia foi dividida entre soviéticos e americanos, exatamente no paralelo 38. A parte que ficava acima da linha imaginária ficou a cargo da União Soviética. Já os coreanos que viviam abaixo da linha passaram para as mãos dos norte-americanos. Em 1948, foram instaurados novos governos nos dois países. Porém, nenhum dos territórios estava feliz com a divisão e ambos queriam controle sobre o país. Em 1950, China e União Soviética ajudaram os norte-coreanos a invadir a Coreia do Sul. Tropas americanas enviaram socorro ao seu território de influência, dando início à Guerra da Coreia. O conflito durou até 1953, quando foi assinado um armistício.

O Bloqueio de Berlim




     A Doutrina Truman inviabilizou o projeto de reunificação da Alemanha nos primeiros anos do pós-guerra. O Plano Marshall, visando reconstruir a economia de mercado nas zonas de ocupação das potências capitalistas, ameaçava desestabilizar o controle soviético do lado oriental do país.


     A resposta soviética não demorou. Uma série de pequenos incidentes entre EUA e URSS, como bloqueio de abastecimentos e de trânsito entre as áreas de controle, serviu para acirrar ainda mais as rivalidades.

     Na porção ocupada pelos exércitos inglês, francês e americano formou-se a República Federal Alemã. As reformas econômicas e a ajuda norte-americana propiciaram a reconstrução da economia alemã em bases capitalistas, permitindo que os grandes trustes alemães se recuperassem.

     Após a ocupação da sua zona, o exército soviético, procedeu a normalização política, permitindo a formação de vários partidos, iniciando a reforma agrária e nacionalizando os grandes monopólios alemães. Mas o acirramento das disputas entre os antigos aliados levou a URSS a atuar no sentido de favorecer uma solução socialista para a sua zona de ocupação.

     Berlim também foi divida em quatro zonas de ocupação após a guerra. Assim, mesmo se localizando na porção soviética, a cidade não poderia ser ocupada por nenhuma das potências vitoriosas. À medida que as relações entre os antigos aliados iam-se tornando tensas, a URSS pressionava para que o setor ocidental da cidade fosse abandonado pelas outras potências. Mas os soviéticos não conseguiram alcançar seu intento. Em 1961, os soviéticos construíram um muro dividindo a cidade, para impedir a evasão de mão de obra especializada da RDA (socialista) para a RFA (capitalista).


     Rota dos aviões aliados que chegavam à Berlim bloqueada pelos soviéticos trazendo suprimentos.

sábado, 16 de agosto de 2014

Guerra Fria

 

    O pesadelo da Segunda Guerra, que assolou toda a Europa, chegou ao fim. No entanto, ao mesmo tempo em que as nações reconstruíam suas cidades e suas vidas, a ameaça de um novo conflito com armamentos nucleares ainda mais devastadores preocupava a Europa e o restante do planeta. 


     A União Soviética expandiu sua influência no Leste Europeu, na Ásia, África e até no continente americano, tornando-se uma grande potência que superou as divergências internas com um regime autoritário paralelo à ideologia de uma sociedade mais justa sem divisão de classes. Sua extensão territorial, incluindo as catorze republicas que foram anexadas a Rússia, atingia 22,5 milhões de km².



     Fortalecidos com o desfecho da Segunda Grande Guerra, os EUA desenvolveram, mais do que antes, um capitalismo agressivo, fundamentado no domínio da política internacional, impedindo por meios diversos o avanço do socialismo.



     Os antigos aliados se transformaram em rivais na luta pelo poder mundial.



     O que diferenciou a Guerra Fria de que qualquer outro conflito foi a ausência direta de confronto entre a União Soviética e os EUA. Um conflito dessa natureza foi resultado de inúmeros fotos políticos, o que dificulta a definição de uma data do seu inicio e término, havendo discordância entre os estudiosos do assunto. entretanto a Doutrina Truman, em 1947, e a queda do Muro de Berlim, em 1989, representaram marcos importantes para a delimitação do tempo de duração da Guerra Fria.